Campanha pelo reembolso do dinheiro confiscado durante Plano Collor

 

 

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O Idec, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, por meio de uma campanha promovida na internet em seu site oficial, reforça o pedido dos consumidores que foram afetados pelo Plano Collor, para que o Banco Central os reembolse.

Para quem não se lembra, no dia 16 de março de 1990, a Ministra Zélia Cardoso, do governo do presidente Fernando Collor de Mello, anunciou novas medidas. Uma delas foi o confisco dos investimentos de poupanças que ultrapassassem a quantia de NCZ$ 50 mil (cruzados novos). Muitos consumidores foram afetados.

Para participar da campanha, basta acessar o link abaixo e enviar a carta que está disponível para envio à Presidência da República, Casa Civil, Ministérios do Planejamento e da Fazenda, e Banco Central. O Idec também fará um abaixo-assinado de mesmo conteúdo para esses órgãos. Nessa carta consta detalhadamente o processo que ocorreu, passo-a-passo, após o confisco do dinheiro das poupanças.

 

Link: http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/plano-collor-queremos-nosso-dinheiro-de-volta

O sequestro do Embaixador dos EUA

Durante o Regime Militar, mais precisamente no dia 4 de setembro de 1969, ocorreu o sequestro de Charles Burke Elbrick (1908-1983), Embaixador dos Estados Unidos que teve até mesmo repercussão internacional e faz parte das discussões públicas até hoje.

O jornal é de 07-08/09/1969 com capa do Jornal do Brasil.

Na caixa de descrição no youtube contém trechos da Carta-Manifesto.

Há 50 anos, o Regime Militar elegia o seu segundo presidente e a “linha dura” ocupava o poder

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Os militares costumam dizer que missão dada é missão cumprida. Qual era a missão daqueles que saíram dos quartéis em 31 de março de 1964 e tomaram o poder no Brasil? Não seria derrubar João Goulart, afastar o perigo comunista do território brasileiro e devolver o poder aos civis em janeiro de 1966? Pois é! Nem toda missão que é dada pode-se cumpri-la. Não tivemos eleições em outubro de 1965 que elegeria o civil que receberia a faixa presidencial do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

A primeira sucessão da ditadura civil-militar faz cinquenta anos este ano. Castelo Branco não cumpriu a missão que lhe foi confiada em 1964. O seu sucessor não seria um civil, mas sim outro militar. O Marechal Arthur da Costa e Silva fora eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Castelo disse naquele dia 15 de março de 1967 que entregava ao seu sucessor um país organizado e em ordem.

O jornal O Globo publicou juntamente com a edição do dia 15 de março um suplemento louvando a tal da Revolução de 1964. De acordo com o editorial daquele dia, o movimento de 31 de março havia mudado os rumos do país. Costa e Silva despertava a esperança em boa parte da imprensa e dos políticos. O jornal carioca fez questão de destacar o local da posse do novo presidente: Teatro Municipal do Rio de Janeiro, local onde outros presidentes também tomaram posse.

Ao recordar os vinte e três presidentes que adentraram naquele recinto cultural, O Globo afirmava que Costa e Silva representava a esperança. Disse o jornal: O sucessor de Castelo Branco, que hoje assume o poder, o Marechal Arthur da Costa e Silva, é velho amigo do Theatro Municipal. Tem comparecido às representações do Theatro. Por isso mesmo, representa, no Poder, uma esperança a mais nos múltiplos sonhos alimentados pelos que lutam pela difusão da Cultura Artística em nosso país. Pelo menos a gente fica sabendo, lendo este texto do Globo, que Costa e Silva não ficava apenas jogando palavras cruzadas nas horas vagas. Ele ia também ao teatro. A gente fica sabendo também que, quando o Rio de Janeiro ainda era capital federal, as posses presidenciais eram mais animadas.

E a imprensa paulista? Será que tinha esperanças no governo Costa e Silva? O Estado de São Paulo de 15 de março de 1967, em seu editorial, não se dedicou ao governo que estava começando, mas sim ao que estava terminando. O Estadão não poupou tinta para criticar o governo Castelo Branco. Referindo-se ao presidente que deixava o poder, está escrito no editorial: considerou s. exa útil à realização da sua tarefa aliar-se com o que havia de mais apodrecido no regime passado. Entre os corruptos mais notórios é que s.exa foi buscar os seus principais assessores. Colocando lado a lado os editoriais dos dois principais jornais do país publicados no dia da primeira sucessão presidencial da ditadura, a gente percebe que, se havia alguma esperança no governo Costa e Silva era por conta dos inúmeros erros do governo Castelo Branco.

Se o pior era o presidente que saía, por que não dar um crédito ao que entrava? Se Castelo não cumpriu a missão que lhe foi conferida pela tal da revolução, por que então não confiá-la ao novo presidente? Dando um spoiler nessa história: se a esperança é a última que morre e ela era Costa e Silva, podemos dizer que o Ato Institucional número 5 matou essa esperança.

Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/ha-50-anos-o-regime-militar-elegia-o-seu-segundo-presidente-e-a-linha-dura-ocupava-o-poder-88800/

Por que JK construiu Brasília?

A reportagem abaixo discute o contexto político brasileiro e as demais razões que levaram o então presidente Juscelino Kubitschek  à construção de Brasília. Foi reproduzida na Edição Especial da Revista Veja em homenagem aos 50 anos da cidade, em novembro de 2009.

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Presidente Bossa Nova

A Bossa nova foi um movimento musical brasileiro, ocorrido no Rio de Janeiro, na segunda metade dos anos 1950. Os principais cantores e compositores do estilo foram Tom Jobim, João Gilberto e Vinícius de Moraes.

O movimento cresceu juntamente com o governo de JK. Representando esse encontro entre a política de JK e a Bossa Nova, nasceu em 1958 a música “Presidente Bossa-Nova” de  Juca Chaves, compositor famoso por suas sátiras políticas.

Presidente Bossa Nova

Bossa nova mesmo é ser presidente
Desta terra descoberta por Cabral
Para tanto basta ser tão simplesmente
Simpático, risonho, original.

Depois desfrutar da maravilha
De ser o presidente do Brasil,
Voar da Velhacap pra Brasília,
Ver a alvorada e voar de volta ao Rio.

Voar, voar, voar, voar,
Voar, voar pra bem distante, a
Té Versalhes onde duas mineirinhas valsinhas
Dançam como debutante, interessante!

Mandar parente a jato pro dentista,
Almoçar com tenista campeão,
Também poder ser um bom artista exclusivista
Tomando com Dilermando umas aulinhas de violão.

Isto é viver como se aprova,
É ser um presidente bossa nova.
Bossa nova, muito nova,
Nova mesmo, ultra nova!

Ideias sobre a revolução:

Leia e compare o uso da palavra “revolução” no discurso de posse de Getúlio, em 1930, e no trecho do romance Parque Industrial, da escritora e militante comunista Patrícia Galvão (Pagu), que foi presa pelo regime de Vargas em 1935.

downloadI. Discurso de Vargas

”       A revolução escapou ao exclusivismo de determinadas classe. Todas as categorias sociais, de alto a baixo, sem diferença de idade ou de sexo, comungaram em um idêntico pensamento fraterno e dominados – a construção de uma pátria nova, igualmente acolhedora para grandes e pequenos, aberta à colaboração de todos os seus filhos. Assumo, provisoriamente, o governo da República, como delegado da revolução, em nome do Exército, da Marinha e do povo brasileiro.”

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II. Trecho de Parque industrial

“Então quem é que endireita?                                                                                                                 -Quem?                                                                                                                                                         -Nós, que trabalhadores! Os explorados é que precisam fazer a revolução.                             Um operário pequenino comenta:                                                                                                        -Não se faz revolução porque a maioria do povo é que nem eu! Confesso que tenho medo da polícia. Quem quiser que faça…                                                                                           -Há muitos assim como você, grita Alexandre. Mas os meus filhos, que são crianças, já compreenderam a luta de classes.”